No dia 11 de Novembro fui visitar a minha amiga Rita a Milão. Iniciava-se uma grande aventura por terras italianas com muitas surpresas!
Vimos Milão inteira em poucas horas. Visitámos todos os pontos turísticos e ainda tomámos um capuccino na zona de Brera. Sem dúvida nenhuma que o que mais me encantou foi o Duomo. Não conseguia parar de olhar para aquele monumento - é daquelas coisas que por mais altas que sejam as expectativas nunca nos desiludimos. Até por dentro da catedral era bonito e sentia-se uma espiritualidade incomparável.
Também gostei muito das Galerias, mas aí desiludi-me, porque pensei que houvesse muito mais glamour.
Tivemos ainda tempo para nos deliciarmos num crepe de Nutella! Numa loja encantadora, comemos um crepe de cair para o lado. Um dos melhores que eu já comi até hoje!
À noite recebemos a notícia inesperada que a Joana também se juntaria a nós! Gritámos de felicidade porque há muito tempo que não a víamos.
Assim sendo, bem cedo de manhã encontrámo-nos todas na Estação Central de Milão para apanharmos o comboio para Veneza. Foram quatro horas de viagem que passaram num instante, porque não nos calávamos a pôr a conversa em dia! Note-se que estávamos exaustas porque no dia anterior tínhamos ido sair para o The Club e ficámos sem dormir nada...
Chegadas a Veneza, apercebemo-nos que o tempo que tínhamos para visitar a cidade ainda com luz era muito escasso. Metemos cordas nos sapatos e andámos pelas ruas e ruelas. Só quando lá cheguei é que me consciencializei que estava a visitar uma cidade que há muito tempo sonhava em fazê-lo! Foi um sonho tornado realidade, que ainda se tornou mais mágico pela beleza dos canais, das casas e dos monumentos. A cada olhar que eu dava, ficava derretida pela harmonia e encantamento daquela cidade. Apaixonei-me e quero muito voltar!


Foi também em Veneza que tivemos um episódio muito engraçado! Andávamos perdidas à procura da estação de comboios para ir embora, quando decidimos perguntar a um casal italiano se nos podia ajudar. Eles assentiram e seguimo-los para a estação. A certa altura, ao entrar numa ruela verificámos que não havia lá mais nada a não ser pequenos cais, isto porque em frente estava um canal. Ficámos nervosas e perguntámos quanto era para atravessar para a outra margem. Respondem-nos dizendo que era 0,50€, ao que assentimos imediatamente pelo cansaço que já tínhamos! Pensávamos que o barco que nos ia levar era um barco grande, daqueles que levam muitas pessoas! Mas não era. Era uma gôndola!!! Ficámos histéricas! Íamos ter a experiência de andar numa gôndola por apenas 0,50€! Apesar de ter sido só para atravessar a margem e apenas durante 2 minutos, tivemos direito a tudo e foi uma experiência que nunca mais esqueceremos!
O plano que se seguia era dormir em Padova, em casa da Ana. Assim foi. No dia seguinte levantámo-nos bem cedinho e visitámos a também terra do Santo António. Padova ou Pádua é uma cidade com uma dimensão razoável mas muito amorosa! Claro que fomos visitar o El Santo e pus a minha mão no túmulo de Santo António. Também fomos ver a "suposta" língua dele que estava num relicário na mesma igreja.
À tarde rumámos em direcção a Verona. Achei uma cidade muito bonita, mas provavelmente com mais fama do que realmente é. O coliseu, a varanda da Julieta, o teatro romano foram fantásticos, mas sem dúvida nenhuma que o mais bonito é atravessar o rio e ver a cidade da outra margem, com a paisagem das pontes a rematarem.



De noite estávamos de novo em Milão, isto porque a Joana teria de apanhar o comboio no dia seguinte para St Gallen. Assim, eu e a Rita decidimos que aproveitaríamos e íamos a Florença. O comboio que apanhámos era regional e fazia uma paragem de uma hora em Bolonha, ao que decidimos ir dar uma pequena volta por lá só para dizer que tínhamos visto com os nossos próprios olhos esta cidade. Durante vinte minutos vi arcadas e arcadas com imensas lojinhas em edifícios muito bonitos, com uma arquitectura bem diferente da que estava habituada a ver nas outras cidades italianas. Ainda conseguimos chegar à praça central, mas rapidamente voltámos para a estação para não perdermos o comboio.


Chegadas a Florença tivemos a infelicidade de descobrir que não poderíamos passar lá a noite, porque os comboios que chegavam no dia seguinte tinham um horário muito apertado para me permitir apanhar o autocarro para Bergamo para voltar para Madrid. Assim sendo, também tivemos poucas horas de sol e os museus e duomo já se encontravam fechados... No entanto, demos várias voltas por lá e foi evidente o estilo diferente do Duomo de Florença e de algumas outras igrejas e monumentos. Os tons esverdenhados com riscas marcavam a arquitectura. Sem dúvida nenhuma que o que mais gostei foi da Ponte Vechio. Esta ponte tem a sua graça pelo ar diferente que transparece.
Foi também em Florença que experienciámos algo que não queremos recordar para o resto das nossas vidas... Ingénuas na nossa decisão, considerámos que era uma ideia sensata apanhar o comboio da noite. Mal sabíamos nós no que estávamos metidas! Mal entrámos sentimos medo. O comboio era daqueles em que se associa a comboios antigos, onde existem cabines com portas e em que cada cabine tem capacidade para seis pessoas. O grande problema que nos surgiu foi que não havia espaço nas cabines para nós as duas e naqueles que havia estava repleto de homens com aspecto degradante. Importa referir que no comboio reinava a escuridão, o mal cheiro e o som de ressono. Eu e a Rita acabámos por ir no chão do corredor, onde havia luz.
Chegámos a Milão às 7h00 de Segunda-feira. Viemos para casa e ainda dormimos um pouco. Arranjei as coisas e voltei para Madrid. A grande aventura tinha acabado, mas sentia-me feliz pelos sítios que tinha conhecido e pelas experiências que tinha vivenciado!
Sem dúvida alguma uma viagem a não esquecer!